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Café em Grão

Será o momento certo?

27.07.06


Fecho a porta do meu quarto, dou uma volta às chaves! Está escuro…prefiro assim!

Um pouco de música…respiro fundo, sento-me no puff arrumado no canto do meu refúgio!

Penso para mim, o que fazer a seguir? Será este o momento certo?

 

O meu pensamento embala-me e transporta-me ao meu passado, não muito longínquo, três ou quatro meses atrás, relembro os momentos de alegria que vivi, relembro alguém, penso em ti, nas noites que passei, nos momentos de entrega, no carinho, na paixão, recordo o teu sorriso…belos momentos, sem dúvida!

Nos meus lábios um sorriso, mas que logo se desfaz, o meu pensamento faz com que eu relembre os dias de angústia que vivi quando resolveste sair da minha vida. As noites que não consegui dormir, as horas que não passavam olhando o telemóvel, esperava um sinal teu, um sinal que nunca chegou! Tantas lágrimas, tanta dor, um sufoco, em volta amigos que não me reconheciam, eu não era eu, desesperei, doeu fundo demais, marcou-me imenso! Acabou…

Prometi a mim mesmo, nunca mais me entregar assim…

Hoje passado este tempo todo, completamente recuperado, um olhar, azul da cor do céu, voltou a fazer o meu coração acreditar, pensei que seria desta…Um homem, bonito, inteligente, calmo, reentrou na minha vida sem eu contar, num sábado à tarde, usando do seu charme presenteou-me com o seu sorriso, alterando como se de um Alquimista se tratasse, todo o meu sentimento por ele! Apaixonei-me...

Mas…

Ele sempre foi o mais sincero comigo, frases como…”Não esperes por mim!”, desde cedo alertaram-me para o facto de poder vir a sofrer! Fui teimoso…nunca o fui com mais ninguém, mas desta vez quis apostar forte, esperei, impacientemente mantive-me próximo! Não foi longa a espera, voltou a dizer as palavras que jamais queria ouvir…”Prefiro que não esperes por mim!”!

Percebi a mensagem…não posso fazer mais nada! Não me dás mais nenhuma hipótese para acreditar. No fundo já estava à espera, cuidadosamente tentei não me entregar totalmente, não queria voltar a sofrer horrores como no passado, no entanto sou sincero, gosto imenso de ti, bastava dizeres-me que sim, pedires-me para eu esperar e irias perceber o quão verdadeiro estou a ser contigo!

Adoro-te “olhar azul”!

 

E agora? Que faço?

Valerá mesmo a pena voltar a acreditar? Não sei…tenho medo!

O meu coração enche-se de cicatrizes, bem profundas, mágoas, que ao longo dos últimos tempos tendem a aumentar! As alegrias da vida são poucas para as poder aliviar… Chega, para mim chega!

 

Será este o momento certo para mudar? Será o momento ideal para criar novos objectivos? Seguir novos sonhos? Sonhos que não passem pela minha vontade, necessidade em ter alguém? Será? Vou acreditar que sim…

Neste momento, sozinho, não vou mais seguir o meu coração, vou esquecer o que me obrigam a esquecer e vou lutar pela minha independência, o meu espaço, talvez esteja a comprar ao mesmo tempo a minha solidão, mas vou ocupar a minha cabeça com isso mesmo, vou comprar o meu refúgio, o meu apartamento! Pelo menos vou tentar… Espero conseguir…


Gaybriel...

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