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Café em Grão

Sempre sozinho...

19.02.06

 






Duas da manhã e mais uma vez regresso sozinho a casa, a noite acabou cedo, mas desta vez não estava em condições para continuar.
Incrível como as pessoas conseguem ser tão frias com um desconhecido, incrível como duas meras palavras me decepcionaram, não foi o acto em si, pois não estava à espera de nada, antes sim a forma como se dirigiu a mim...Enfim, nem todos somos iguais!
No regresso a casa vinha pensando em mim, no mundo e nas pessoas que me rodeiam, enquanto isso clarões enormes rasgavam o céu, trovejava bastante, o céu iluminado daquela forma até tem a sua beleza..mas eu não estava em condições de o apreciar!
Antes de me deitar recebo um telefonema de um anjo amigo, a desejar-me boa noite, ele reparou que algo se passava,tentei amenizar as coisas!
Desliguei o telefone,ouço o vento, a trovoada e a chuva lá fora!
Comparo o mau tempo que se faz sentir, ao turbilhão de sentimentos que me assola.
Misturo o vento que parece levar tudo à frente, à confusão que me invade a alma!
A trovoada, essa denuncia a intensidade da dor que me derruba!
Quanto à chuva, perdeu todo o seu encanto ao misturar-se com as lágrimas que rolam pela face!
Por momentos vem-me à memória as palavras que no passado foram ditas em vão feito palavras ao vento que apenas trouxeram a dor a quem eu adorava e a mim mesmo também,não conseguirei esquecer quantas lágrimas já fiz rolar!
Penso bastante no que fiz no passado, no que me fizeram...realmente estamos nesta vida apenas para sofrer! São raros os momentos de felicidade.
Reflicto no que quero para mim, no que sonho, penso muito no meu futuro,mas para quê? Vivo em busca do impossível, atrás de um pouco de sorte,mas essa não quer nada comigo!
Dói-me na alma já massacrada, o facto de sonhar com um sorriso na minha vida, um amor verdadeiro, uma cabana, estabilidade e no fim acabar sempre sozinho!






Sempre sozinho...






Gaybriel...






P.S. Eu sei que tenho andado bastante confuso, por vezes o que escrevo não faz sentido algum, para quem o lê, mas para mim é uma forma de desabafar e sentir-me melhor comigo mesmo.

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