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Café em Grão

Sem resposta...

 




Deitado sobre a cama, choro e repenso no que tem sido a minha vida, questiono-me sobre o meu futuro, penso nas pessoas que me fazem feliz, penso nas pessoas que já fiz sofrer.
Não aguento mais...Lágrimas nos olhos, levanto-me assim de repente e decididamente:
"-Tenho de fazer alguma coisa..."
Saio do quarto, cruzo-me com a minha mãe:
"-Onde vais???"
Simplesmente não respondo...
Pego nas chaves do carro, tiro-o da garagem, pé no acelerador, sem rumo, nem destino.
Não consigo dominar esta tristeza, as lágrimas caem-me constantemente pela face.
"-Que vida a minha!!!!"




Pelo caminho cruzo-me por imensos carros, apenas me apercebo disso pela luz máxima que eles teimam em fazer notar, será que estão a brincar? Não, eu que é não estou direito na minha faixa.
"-Que se lixe,se morrer hoje, serei menos um penando na vida!"
Pergunto-me...
"Porquê eu a sofrer assim tanto?"
"Que mal fiz eu?"
Depois de muito conduzir, encontro-me perto da praia, estacionado no mesmo local onde muitas vezes a lua foi a minha maior amiga, a única testemunha de muitas horas de amor, de paixão,mas desta vez apenas me encontro com o carro, a lua também lá está, apenas falta a personagem principal.
"Por onde andará ela...?"
Saio do carro...desço a encosta, vagueio pelo areal, faz frio, imenso frio, naquele instante apenas eu, o brilho da lua e o barulho do mar se fazem notar...
Sinto a cara a gelar, as lágrimas continuam a rolar, não há como as fazer parar!
Já sentado na areia, questiono o mar em busca das respostas certas, em busca da paz interior…
 "Ó mar bravio, tu que em tempos me destes todas as respostas que precisava, diz-me agora o que devo fazer?"
"Ó mar bravio, porquê sofrer tanto, chorar tanto?"
Silêncio, apenas o silêncio...
Não consigo ouvir qualquer resposta.
"Quando terminará este meu sufoco, esta tristeza, esta amargura...diz-me, responde-me!?"
Mais uma vez apenas o silêncio!
Até a lua, que brilhava se escondeu...
Ninguém mais quer saber de mim!
Encolho-me todo, o frio aperta, deito a cabeça sobre os meus joelhos, continuo o meu pranto! As palavras mais difíceis não me saem do pensamento.
Solidão... Tristeza...Amargura...
E ali fico,as horas passam!
Completamente gelado, culpo o mar, por não me ter dado respostas!
O dia está a nascer,são horas de regressar a casa!
As lágrimas secaram, não tenho mais lágrimas para chorar, mas tudo o resto ainda lá está!
Toda a dor e todo o sofrimento...
Vou embora,tenho de arranjar uma boa desculpa para dar lá em casa! Eles devem andar doidos à minha procura!
Gaybriel

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