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Café em Grão

Paris…Je t’aime! 2ª Parte

Chegados ao aeroporto de Orly em Paris, olhamos um para o outro e percebemos que a nossa aventura, a nossa viagem de sonho acabara de se iniciar.
Em primeiro lugar, após o levantamento das malas, tínhamos que encontrar o tal comboio que nos traria para mais perto do centro de Paris. Só que não estávamos a contar que o mesmo encerrasse cedo e como o nosso voo foi tarde, acabamos por não ter o meio de transporte idealizado com tempo. Pensei, não vamos entrar em stress, deve haver camionetas ou táxis que nos levem… Viemos para o exterior do aeroporto e percebemos que toda a gente estava a entrar nos táxis, no entanto tive receio, pois tinham-me dito que os valores eram altíssimos, mas que podia eu fazer naquele momento?!
Assim entramos num táxi que nos levou mesmo até ao hotel e o valor não foi assim tão caro, 25/26 € para os dois, numa viagem que foi rápida e ainda nos foi mostrando a cidade à noite com todo o seu encanto! Relativamente aos taxistas, são muito sisudos e não metem conversa com ninguém.
Chegados ao hotel, reconheci logo a recepção, pois havíamos feito reserva pelo booking e as fotos que lá mostravam correspondiam à realidade. Agora os quartos?! Confesso que fiquei algo desiludido, pensei que fossem mais espaçosos e bonitos, no entanto eram limpos e quentes, o que achamos não precisar de mais pois iria ser só para dormir. E ainda assim pelo preço em conta em relação a outros, não podíamos pedir muito mais. (Se tiver que lá voltar não hesitarei em escolher o mesmo!)
No dia seguinte de manhã, parecíamos dois miúdos, sedentos por sair, partir à descoberta da cidade. Tomamos o pequeno-almoço na cantina do hotel, bastante generoso (adorei) e saímos porta fora.
Com um mapa na mão, descemos a rua a pé, pelo que me lembro seria para apanhar o metro, mas o mesmo não aparecia, pudera, era no sentido contrário!

 

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Ainda caminhamos uma meia-hora até que avistamos L’Opera e as Galerias Lafayette.
No exterior das galerias, as montras decoradas à época festiva, o natal, estavam fantásticas. Em movimento e com música faziam a delícia dos miúdos e graúdos que por ali passavam. Entramos, curiosos, apenas para ter noção dos preços que se praticavam. Bem, não é para qualquer bolsa. Mas adorei toda aquela decoração, aquelas luzes…
Subimos ao segundo piso e ainda à cobertura, onde nos foi dada uma panorâmica bastante interessante sobre a cidade e pela primeira vez vimos, se bem que ao longe, a Tour Eiffel.
De seguida, como já idealizado entramos na Opera.

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Com uma grande escada central que é famosa pelo seu traçado, pelos mármores, pelas pinturas e mosaicos. Corredores imensos com uma decoração impressionante.
O único senão foi o salão principal não estar iluminado, já que estavam em ensaios, e para mim já não foi a mesma coisa! Saí de lá desanimado, mas com a certeza que quando voltar a Paris, L’Opera voltará a estar no meu roteiro de visita.
Saímos de lá e continuamos a nossa caminhada e assim que avistamos a estação do metro, sorrimos, como quem, isto agora vai ser mais fácil!
Conseguimos um passe para uma semana para os dois, apesar de não me lembrar do valor, sei que se justificava pois dava para os comboios e nessa semana iriamos sair do centro da cidade diversas vezes.
Assim, rumamos ao Sacré Coeur.

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  A euforia era imensa, parecia que estava a ter uma aula de Francês do 5º ano, com aquelas fotografias todas que compunham os livros de ensino, só que ali era real! 

A basílica do Sagrado Coração é um templo da Igreja Católica Romana em Paris, sendo, também, o símbolo do bairro de Monte Martre. A basílica está localizada no topo do monte Martre, o ponto mais alto da cidade.

Para além dos 222 degraus para chegar à basílica, ainda fizemos mais 300 para subir ao topo e poder ter uma vista privilegiada sobre Paris.
Lindo, lindo! Muita emoção para um dia só!
Entretanto descemos e enquanto esperava por uns familiares que me vinham ver, presenciamos artistas de rua pela escadaria, mostrando o seu talento a quem por lá passava.
Tirando o frio, o cenário era mais do que romântico.
Assim que nos cruzamos com a família, comemos um crepe, passeamos pela zona envolvente.
Paramos frente ao Moulin Rouge para a foto da praxe e rumamos ao hotel…

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 Para um primeiro dia, a caminhada foi longa, as emoções também, tínhamos que guardar energias para os dias seguintes.


Carlos
(continua)

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