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Café em Grão

Outra vez...POPOTA!

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O tema do Natal já foi opinado por mim aqui, há relativamente pouco tempo. E foi mesmo pelo tempo em si que surgiu a ideia desse post. Ainda nem Novembro tinha chegado e já o Natal entrava nas nossas vidas.
Adoro o Natal, já o frisei, amo aquele sentimento de ajuda, solidariedade, alegria, cumplicidade, amor, fazer feliz o próximo, valores que aparecem com mais fervor nesta altura do ano, mas que eu adoro e me envolvem num espirito de magia que acabam por caracterizar esta época festiva. Também adoro o Natal pela véspera e o dia em si, pelo convívio com a família, o jantar\almoço especial, os doces, os salgados, o pão-de-ló com queijo e tantas outras iguarias que surgem apenas nesta época.
Em tempos, era eu mais pequeno, adorava o Natal também, porque era sinónimo de prendas. Nunca fui um miúdo de pedinchar, a família também nunca foi de dar grandes prendas, mas adorava aquele miminho vindo das irmãs ou da mãe. Um cd era quase da praxe, todos os anos recebia um, uma peça de roupa, um livro. Adorava a troca de presentes. Hoje em dia a crise renovou a tradição lá por casa e as prendas são apenas para os miúdos e nesse aspecto já sou bem crescidinho e com o tempo aprendi a dar mais valor ao resto e ao que realmente interessa.
No entanto os valores que anteriormente falo e que tanto admiro, perdem-se cada vez mais com o incentivo ao consumo a que as publicidades quase nos obrigam. Existe um exagero instalado nos dois meses que antecedem o Natal com a propaganda que fazem na televisão aos brinquedos, aos videojogos, smartphones e afins. Já sabemos que a economia vive disto, da publicidade, mas caramba, dois meses a sermos bombardeados sempre com o mesmo?
É um apelo descarado ao …”Gastem o vosso ordenado, subsidio e poupanças e se possível façam aquele crédito!”…
Para não falar em Popotas, Leopoldinas e outros tantos que surgem, mascaram o apelo ao gasto, com um breve videoclip com o qual as crianças vibram, com uma música bem actual, dando a sensação de que nós de outras gerações somos velhos demais para acompanhar a evolução. Pergunto-me eu, onde anda o Pai Natal? Onde estão as músicas típicas natalícias de antigamente?
“A todos um bom Natal….”
“Olhei para o céu estava estrelado…”
Músicas da nossa infância, que jamais sairão da memória.
Onde estão elas?
Comércio, consumismo, assim é cada vez mais o Natal.
Mas eu, enquanto puder, viverei o Natal como gosto, valorizando o que realmente é mais importante e desvalorizando o que não importa.
Ah e para mim o Natal é em Dezembro, e não em Outubro ou Novembro, por isso, só voltarei a falar do tema, a partir do dia 1 do próximo mês.

Carlos

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