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Café em Grão

O meu fim-de-semana!

15.10.06


São precisamente 20h40m de domingo, nunca pensei estar a sentir-me assim tão bem!

O fim-de-semana passou num ápice, entre saídas com amigos, conversas de café, sessão de fotos na praia, nem dei pelos dias a passar!

Mas destes dias, quero partilhar aqui convosco o que me aconteceu na sexta-feira 13, não, não tive nenhum azar!

Combinámos entre amigos, tomar um café junto à praia de Leça, na zona de bares que por ali existe! Como sempre, gosto de ser assíduo, cumprir a hora, e na sexta-feira não foi excepção, até me adiantei num quarto de hora!

Chegado ao estacionamento, constatei que ainda não tinha chegado ninguém…aproveitei, como estava uma noite óptima, atravessei a rua em direcção à praia!

Nisso, observo que logo atrás de mim vem um jovem, com o telemóvel na mão com um ar meio perdido! Eu, continuei o meu caminho e confesso que me assustei um pouco.

Resolvi aproximar-me do limite entre a via dos peões e o início da praia, queria observar o luar! Estava lindo o mar…Nisso o mesmo rapaz passa encostado a mim, com o mesmo ar perdido, onde pude constatar que estava a chorar!

Olhei-o fixamente e sentei-me no muro que ali existia, ele um pouco mais longe, sentou-se e continuava num pranto que me entristeceu! Queria me levantar e ir ter com ele, perguntar se precisava de ajuda, mas tinha medo! Poderia ser mal interpretado...

Mas que perderia eu? Ou ganharia com isso? Não sei… Estava a incomodar-me a forma como ele estava…

Nisso, levantei-me e dirigi-me a ele, ganhei coragem e perguntei:

-Está tudo bem contigo?

-Está… -respondeu ele enquanto limpava as lágrimas.

-Parecia-me que estavas a chorar, desculpa a ousadia!

-Não faz mal, já estou bem! Obrigado.

O rapaz não teria mais que 18/19 anos, ar frágil e assustado…

-Se quiseres conversar, estás à vontade.

Ele sorriu e respondeu…

-Obrigado.

Afastei-me dele, pelo menos fi-lo sorrir!

Já estava na hora e tinha que ir para o café, eles estavam a chegar! Olhei para trás e já não o vi no mesmo local, mais à frente lá estava ele a entrar na praia, ainda o vi a caminhar pela areia, mas perdeu-se na escuridão!

Hoje pergunto-me, o que teria ele? Porque chorava?

Não sei, nem vou saber!

Apenas espero, que tenha tido um novo amanhecer na vida dele, assim mais ao menos como o meu, onde reaprendo a sorrir!

Todos nós temos os nossos momentos, e nada melhor que o mar para nos ajudar, para recarregarmos as nossas energias!

O Olhar de Gaybriel...

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