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Café em Grão

Meu anjo da escuridão


 


Vagueando por caminhos incertos, sem rumo, perdido…encontrei-te!

Olhei para ti, sorriste…estendeste-me a mão e disseste:

“-Estamos os dois no mesmo barco!”

Contaste-me a tua história, diferente da minha, mas igual na forma como a sentimos…

Voltaste a sorrir e eu pensei:

“-Como pode ser? Depois de tudo o que me contas, ainda sorris!”

Passeamos à beira mar, contamos segredos, corremos na areia feito crianças, por momentos esqueci-me de tudo e também sorri…consegui!

Senti-me envergonhado…

Passaram-se os dias, voltamos a sair, aos poucos entendi a tua presença aqui bem perto de mim!

Como anjo, foste incumbido da tarefa de me acompanhar na escuridão, de me ensinar que mesmo que o chão pareça fugir diante nós, nunca devemos perder o dom que nos foi dado, o de sorrir…

Quando me apercebi disso, ainda mais envergonhado me senti, pois sempre usei o semblante mais pesado que tenho junto dos meus amigos, quando estes me pediam para sorrir, não fui capaz de o fazer, eles não mereciam a minha atitude! Foi então que comecei a sorrir, dia após dia, sorri ainda mais…

Hoje, os meus amigos são unânimes em afirmar…

“-O Gaybriel está diferente, deverias ser sempre assim…!”

Hoje anjo, já não estás mais ao meu lado em presença, concerteza, como anjo da escuridão, procuras acompanhar outros que também precisam de reaprender a sorrir!

Vou ter saudades tuas amigo!

 

Dedico estas palavras ao amigo “Angel of obscurity”.

 

Gaybriel


 

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