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Café em Grão

Madalena, Alma de Outono...

Hoje não vou publicar aqui nada meu, hoje vou “roubar” um texto de um outro blog! Mas não é um blog qualquer, é o blog da minha irmã! Sim, ela escreve muito bem e eu hoje decidi pegar no último texto dela e publica-lo aqui!

Por me ter emocionado com o que escreveu, por ter demonstrado em breves palavras a força interior que possui e pelo amor que nos une enquanto irmãos, hoje a homenagem vai para ela! Força mana…


(Para entrar no blog da Madalena, basta clicar na imagem.)


"Descobri-te num dia em que deveria ser igual a tantos outros. Estavas ali, mergulhada em números que por alguma razão, saíram dos limites. Uma sentença que foi declarada e tornou mais cinzentos meus dias.

Não sei há quanto tempo já fazias parte de mim, mas nesse dia, há mais ou menos 12 anos, comecei esta luta que continuo, sem saber quem será o vencedor e o vencido.

 

Tua companhia obrigou-me a ceder e a abdicar de muitas coisa que gostava…principalmente daquelas que tornam a vida mais doce, mais suave!

Habituei-me a tua presença constante e aos teus caprichos. Sempre foste difícil de controlar e manter-te quieta é algo que muitas vezes me deixa desesperada.

 

Sempre que o permito (sim, porque só eu sou a culpada por o permitir…), que saias dos teus parâmetros, provocas em mim mais uma dor… Uma dor lenta e silenciosa que cresce sem se mostrar mas que passado algum tempo começa a revelar-se, trazendo tua assinatura. Apoderas-te do meu corpo tentando minar-me a alma… Porquê?

 

Eu sei as respostas, que são muitas, porque a ti, conheço-te de cor… Aprendi tudo o que havia para aprender e sigo cada passo teu…

 

Todos os dias, sinto-te nas pontas dos meus dedos, calada, persistente…rindo dos meus esforços por te manter quieta. Mas a cada gota de sangue que te dou, também ganho mais uma certeza: não vou desistir!! Não te vou deixar ganhar nem dar-te o direito de condicionares minha vida.

 

Hoje escrevo para ti, porque há alguns dias, descobri que me queres tirar a luz, as cores…que queres meu olhar…

 

Não nego que estou com medo… Sentimento novo que tu despertas pela primeira vez mas, isso dá-me mais força para continuar esta luta infinita de te manter presa nos limites de onde nunca deverias ter saído.

 

Conheço-te bem sim e talvez tu me conheças ainda melhore por isso te aproveitas de minhas fraquezas. Mas, acredita, que não te vou deixar pintar meu mundo de escuridão…

 

Escrevo-te porque as palavras são meu mundo e nelas quero-te prender… São nestas palavras que te digo, inimiga de uma vida, que apesar de teres vencido muitas batalhas, ainda não ganhastes a guerra. Porque enquanto eu viver, cada sopro será para te vencer…

 

Escrevo-te porque sou diabética e cada dia é um dia de luta contra ti!"

Madalena, in Madalena Alma de Outono

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