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Café em Grão

Guerra no galinheiro...

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Ontem à noite, esperava pelo meu companheiro, enquanto isso vagueava de blog em blog, em busca de opiniões sobre aquela famosa foto qualificada como o “Náufrágio da humanidade”! Já falei aqui sobre o drama dos refugiados, talvez volte a tocar no mesmo assunto em breve, mas hoje a história é outra.
Entretanto, por volta das 23h começo a ouvir gritos na rua e eu como curioso que sou fui até à janela da cozinha para tentar compreender o porquê de tanta gritaria.
De perto, apercebo-me de dois casais, cada um com um cão, no passeio a picarem-se mutuamente. Eles tal e qual os galos, de peito cheio, tentando mostrar qual dos dois teria a crista maior… Elas, galinhas cacarejando, uma principalmente à espera do primeiro estalo para abrir guerra contra a outra. Por incrível que pareça, os cães que originaram a briga, estavam sossegados.
Entretanto, farto de fazer peito, um dos galos vira costas àquela humilhante situação e com a galinha dirige-se para casa, quando à traição o outro lhe dá um valente pontapé…
E booooommmmm…guerra no galinheiro, desculpem passeio!
Era vê-los aos socos, as galinhas puxavam-se o cabelo e os cães levados por aquele entusiasmo desatam também numa guerra que parecia não ter fim.
Nunca vi tamanho reboliço nesta pacata freguesia com vista para o mar.
No fim ouvia uma dizer, “partiu-me os dentes”, confesso desconhecia que as galinhas tinham dentes!
Sinceramente, eu brinco, mas foi uma situação lamentável.
Tenho a minha opinião, vi quem deu o primeiro pontapé, percebi qual das duas mais atiçou, apetecia-me, qual justiceiro, testemunhar, até porque a GNR local foi chamada, mas vou antes manter-me no meu canto e ignorar o que vi.
Pior que esta cena lamentável é perceber que o povo está cada vez mais intolerante.
Para a próxima compro pipocas para matar a gula enquanto assisto a estas tristezas.

 

Carlos

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