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Café em Grão

Fugi, mas não morri...

18.01.16

É então que mais de dois meses depois da minha última publicação, reapareço!
Não, não renasci, apresento-me sim mais moribundo que outrora, mais pessimista, mais melancólico…nem a mudança de ano no calendário me transformou.
(Como se isso alguma vez fosse possível!)
Fugi, mas não morri… Quase!?
Corria o mês de Dezembro, quando umas análises de rotina alteraram por completo a minha vida, já não bastava ser hipocondríaco, a desconfiança de algo grave no meu corpo, fez-me esquecer por completo do natal, do ano novo, da fartura, dos presentes e de tudo o resto à minha volta. Senti que a minha vida estava suspensa, fez uma pausa, entrou em transe, todos os meus medos de sempre, tinham agora alguma razão de ser…
Mais análises, ecografias e um Tac foram os pratos de um banquete que me serviram e que não desejo a ninguém.
Na internet pesquisei toda a informação possível, tanto que hoje em dia sinto-me um especialista na área, do órgão conheço agora toda a sua história, função e maleitas possíveis.
Do meu gajo, sinceramente não me lembro dele aqui do meu lado naqueles tempos, tamanha era a minha preocupação e pesquisa sobre o assunto.
No derradeiro dia, 23 de Dezembro, antevéspera de Natal, diziam que sim, para mim não interessava nada, chovia a potes enquanto me dirigia para a clinica. Nunca na vida tinha feito um Tac, seria a primeira vez e para mim, acreditava, o exame só iria servir para confirmar o que a ecografia marcava como uma hipótese.
Adenoma…tumor benigno não cancerígeno?
Mesmo sabendo que não seria assim tão grave, tremia e tremia e tremia!
Muitas perguntas pela cabeça! Quais os passos a dar em seguida!? Quais os tratamentos?!
-Encha o peito de ar e só expire quando eu disser. – Pedia a técnica.
Com os nervos, estava complicado de aguentar.
No final a verdade foi apenas uma…
Três semanas a sofrer com o que poderia ser, como iria ser depois, como fazer e o que fazer, para no fim afirmarem que não tenho nada e que terá sido um mau diagnóstico na ecografia!
Em seguida ainda repeti a ecografia e felizmente vim embora meio anestesiado sem perceber muito bem que o pesadelo tinha terminado e que afinal dali a dois dias já era Natal.

Carlos

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