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Café em Grão

Distante...

12.01.07

Ando distante do meu espaço, ando distante de tudo…eu sei!


Mas estava a precisar de resolver a minha vida e colocar a cabeça no lugar!


A passagem de ano, mais uma vez foi importante para mim, muito mesmo, e as primeiras horas do ano serviram para perceber um pouco melhor o que quero para 2007! Depois de perceber tudo isso há que fazer por mudar….eu consegui!


Agora olho em frente, sorriso aberto, livre, apaixonado, expectante…foi o caminho que escolhi!


Durante estes dias, apenas o desanimo por saber de um familiar meu que aos poucos se deixa vencer pela doença e que neste momento se encontra numa cama de hospital!


A velhice acarreta com ela doenças incuráveis, mas julgo que as feridas mais dolorosas são as do coração! Velhice apenas é solidão porque os filhos assim o querem… Para este meu familiar, o meu carinho e um beijinho que farei questão de dar muito em breve!


Do resto, usando um pouco de egoísmo, estou a pensar mais em mim…tão bom quando encontramos um certo equilíbrio, mesmo que muitos nos julguem desequilibrados! Sou feliz mesmo assim, radicalizando um pouco nas atitudes perante os outros, mas por vezes não há muito a fazer!


Dizem que estou diferente…se for para melhor, aceito o elogio!




Lá longe na memória

Lembro o carinho com que nos recebias

Lembro o café quente e o pão com manteiga

Que sempre nos oferecias!

Lembro de ser catraio,

Muitas vezes fugia de casa para vos visitar

Lembro-me de tudo, está bem guardado

Naquele tempo em que tudo era a brincar!

O tempo foi passando

Hoje o catraio, está um homem,

Hoje somos nós que te oferecemos o café com leite

Outrora recebias-nos de braços abertos

Hoje os teus braços perderam as forças

Contas com os nossos para te abraçar

Para te dar o carinho que outros não dão.

Seremos o amor que te está em falta

Seremos nós a levantar-te

Substituiremos as pernas que hoje teimam em prender-te!

Seremos o máximo que nos é permitido

Para que um dia,

Quando aquele dia chegar…

Possas seguir viagem

Com a certeza que quando mais precisaste

Nos estávamos lá

Como tu tantas vezes estiveste

E recebeste-nos no passado!

 

Para ti, tia… um beijinho!


O Olhar de Gaybriel...

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