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Café em Grão

Dilemas...

05.10.16

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O mar parecia sossegado, o dia estava perfeito, o sol raiava e aquecia os corpos dos veraneantes que por esta altura procuram as praias para bronzearem ou simplesmente passarem o tempo…
E eu? Eu deixei-me ir…
Sabia perfeitamente que o mar era tão meu amigo nas horas de procurar conforto, mas nunca me tinha aventurado nele! Sem receios arrisquei e entrei no barco, sentia-me seguro, nada podia correr mal!
Mar adentro naveguei, ao fundo apenas o horizonte que delineava a linha imaginária que separava o céu do mar. Atrás de mim cada vez mais longe, avistava terra e ria-me, usufruindo de todo aquele cenário, abstraindo-me completamente do mundo real que até então me rodeava!
Esquecido das horas, contemplei um magnífico pôr-do-sol, um dos momentos mais belos que a mãe natureza nos pode oferecer e não sabia eu, terá sido esse o momento auge desta viagem que se revelou alucinante. O sol a beijar o mar e a despedir-se de nós, fez-me viver as mais velhas emoções e até reavivar as mais belas recordações, aos poucos deixou-nos apenas a lua para nos iluminar na noite, no regresso ao cais de partida!
Na verdade eu não queria voltar e queria fazer perdurar no tempo aqueles momentos de pura adrenalina e magia.
Mas os sinais eram mais que óbvios, escurecia, estava em alto mar, apenas a lua e a luz do farol me pareciam querer dizer que estava mais do que na hora de regressar!
Vamos lá então…
Mas eis que, sem entender como, se levantou uma ventania intensa e o mar começou a ficar revolto, o barco abanava por todo o lado. O motor do barco avaria-se mesmo ali e eu nada mais do que dois remos tinha para tentar voltar a bom porto sem sofrer as consequências de um acto irreflectido!
“Merda, como fui capaz de me meter nisto?!”
Tentei remar com toda a força que tinha, mas a sensação de não estar a sair do mesmo lugar assustava-me e é então que a força do mar me vence e rouba-me um dos remos!
E agora como é que conseguiria sair dali? Apenas com um remo?
Deixar-me estar ali, na esperança de ser resgatado?
Corria o risco de o mar revolto virar o barco e ter de nadar sozinho até ao cais, sob pena de não conseguir lá chegar!
Por outro lado poderia arriscar-me de imediato, corria riscos, mas ganharia tempo a esta tempestade que parecia piorar conforme o tempo ia passando!
Estava com medo e perante um dilema que de uma forma ou outra poderia acabar muito mal.

O que fariam vocês?
Ao longo da vida muitos são os dilemas com que somos confrontados e nem sempre conseguimos dar a melhor resposta!

Carlos

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