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Café em Grão

Ao sabor da maré...

 




Como esta estrela, enfraquecida pela força das águas, em busca do seu canto, o seu sossego, eu também procuro pelo meu porto de abrigo.
Como esta estrela, cansada, farta de navegar nas ondas do mar, ora calmas, ora bravias, também eu me sinto devastado pelos altos e baixos da vida.
Vida...
Não encontro um equilíbrio, não encontro um sentido, apenas me deixo levar, pelo sabor amargo com que ela me brindou.
Sinto-me deserto, acomodei-me, nesta solidão acompanhada, nesta solidão em que todos me falam, mas nenhum tem a resposta,falta-me algo!
Mas que força é esta que não me deixa reagir?
Que força estranha esta, que me atirou para a mais profunda mágoa, para a mais profunda incerteza.
O meu sorriso não é o mesmo, falsidade a que me obrigaram, sorrir quando o olhar apenas se enche de lágrimas.
Dor,dor que me corrói, invade todos os meus sentidos, faz deles o mais fácil brinquedo, deixando-me derrotado, reduzido.
Serei eu isto mesmo,um brinquedo nas mãos de uma vida, que não me deixa viver?




Gaybriel

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