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Café em Grão

Anti-praxe...

25.09.15

 

 

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De tempos em tempos as noticias vão surgindo e nunca pelas melhores razões.
Se bem que até podiam ser óptimas noticias se as praxes passassem pela ajuda em causas sociais, campanhas de solidariedade, mas não é nem nunca foi assim que eu saiba!?

Sinceramente, como não cheguei à faculdade nunca percebi muito bem o porquê da praxe, de onde vem esta tradição e em que moldes surgiu. Aquilo que eu sei é pelo que vejo por esta altura pelas ruas do Porto ou então pelas notícias que vão surgindo sobre certos exageros que se praticam em algumas delas. 

Até entendo, que a entrada na faculdade mereça ser festejada, vá analisando a fundo, até acaba por ser engraçado algumas situações às quais os caloiros estão sujeitos nesta nova fase da vida de estudante, no entanto quando passamos de brincadeira a humilhação ou quando está em causa a segurança do aluno toda esta tradição merece ser bem analisada.
Várias têm sido as notícias nos últimos anos sobre exageros que se praticam nas praxes e muitas delas culminaram em mortes. Na mente ainda bem recente os seis jovens que morreram no Meco, lamentável…

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 Por estes dias fala-se da jovem que entrou em coma alcoólico numa praia, dizem que foi enterrada e obrigada a ingerir álcool. Obrigada? 

Vá aqui se me permitem, duas opiniões.
A primeira como acima referi, a praxe deveria ser brincadeira e nunca cair em exageros. Enterrar pessoas na areia, obrigar a beber álcool, mas isto é forma de festejar, de praxar caloiros? Não tiveram o exemplo do passado recente? Compete às autoridades averiguar o que se passou na verdade.
Por outro lado, até entendo que os caloiros queiram viver esta fase ao máximo, sei lá, para serem bem aceites, mas sujeitarem-se a isto? Não tem noção do perigo? Não sabem dizer basta?!  Obrigados a quê?
Um pouco como a situação do Meco! Eles foram obrigados a virar as costas ao mar? A sujeitarem-se ao perigo? À chuva? Ao frio?
Respondam-me se eu estiver errado, mas existem obrigações para os caloiros que aceitam ser praxados?
Acho que tanto doutores como caloiros tem estado mal e pior ainda as instituições académicas que já deveriam ter proibido esta tradição que ao invés de incentivar o aluno só serve para o humilhar e muitas vezes até matar-lhes o sonho deles e das famílias.
Vejo-me como anti-praxe e com certeza assim seria se tivesse entrado na faculdade.

Carlos

 

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