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Café em Grão

Amar quem nunca conhecemos!

 


“Feliz dia Pai!” Assim gritou a minha sobrinha agarrada ao pai que chegava cansado do trabalho!


Pai…Pai…Pai…difícil soletrar esta palavra, afinal nunca pude chamar o meu pai de pai!


Durante toda a minha existência apenas aprendi a chamar pela minha mãe, mulher maravilhosa, orgulho para qualquer filho, mãe coragem como muitas vezes o disse, mas pai nunca me ensinaram a chamar! Porque o meu pai partiu já lá vão quase 25 anos!


Hoje o dia é de homenagear a figura paterna, todos têm um presente escondido, um mimo para o Pai que acaba de regressar do emprego, para o pai que já reformado se encontra em casa a ver televisão!


Mas eu, olho para as minhas mãos e sinto aquele vazio, afinal este dia que se repete ano após ano, será sempre assim, fazendo o máximo para não lhe dar importância mesmo sabendo que não consigo passar ao lado desta data!


É um dia em que não relembro, pois não me lembro da sua imagem, não direi que sinto saudades, pois não sei o que é ter um Pai, mas sem dúvida é um dia em que no mesmo silêncio de sempre lhe faço a minha homenagem!


 



Pai herói…


 


“Sempre me disseram maravilhas de ti, frequentemente ouço palavras de apreço, de admiração pela pessoa que eras! Enquanto a mãe tratava dos manos em casa, eras tu que batalhavas no duro para nos poderes dar o conforto que hoje temos, eras tu Pai que tentaste incutir nos manos mais velhos a educação que hoje têm…eras tu Pai! Concerteza irias ser o Pai que sempre precisei durante este tempo todo, o pai amigo, presente, acredito que muito terias para me ensinar, mas…


A vida foi injusta contigo, muito injusta, esperou que tivesses terminado a tua missão no país que escolheste para ganhar mais uns tostões e no fim deixou-te à mercê de uma doença! Pouco tempo depois de eu nascer, regressava eu do hospital, entraste tu para tentares a tua salvação! Foi tudo tão rápido!


Quantas vezes pegaste em mim ao colo? Quantos carinhos me deste? Não me lembro de ti pai, mas admiro-te muito!


Tinha eu quase dois anos de vida, deixaste-nos para sempre vencido por aquela maldita doença…Porquê?


Deixaste-nos o conforto, o bem-estar, mas ficamos para sempre sem a tua presença!


Pai…


Vinte e cinco anos passaram, que dirias tu de todas estas transformações nas nossas vidas? Conseguiste…No fundo olhou pelo nosso bem-estar a curto e a longo prazo!


Obrigado Pai!


Precisei tanto de ti, acredito que para sempre irei precisar! A mãe soube bem substituir-te, no entanto nunca deixou que nos esquecêssemos de ti…


Eu não me esqueço de ti, no fundo mesmo sem te ter conhecido, aprendi uma grande lição, nunca devemos deixar morrer o sonho, tu sonhaste, tu conseguiste, a casa que tanto te custou a ganhar, para sempre será a prova do teu esforço, da tua preserverança, da tua atitude…Obrigado Pai!


Pelo homem que foste, pela imagem que durante os meus 26 anos de vida me tentaram passar, pela admiração que todos falam de ti…Pai, mesmo sem te ter conhecido aprendi a amar-te e amo-te neste meu silêncio, no mesmo silêncio que me acompanhará para toda a vida!


Obrigado Pai herói.”


 


Gaybriel


 

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