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Café em Grão

A história da minha vida... III e última parte!


Começava a ser eu então o único escritor e responsável pelo desenrolar do meu livro…
Qualquer passo que dava era de minha inteira responsabilidade…
Abandonei os estudos e logo encontrei trabalho…
De início era tudo muito bonito, era novidade, tinha um horário a cumprir, no entanto sem ter de chegar em casa e estudar, ou fazer trabalhos! Estava a ser muito bom! Mas logo, me dei conta que as coisas não eram assim tão belas, e a rotina começou a pesar!
Tinha na altura dezassete anos, e o tempo foi passando, fiz novas amizades, comecei a sair à noite, tirei a carta, comprei carro…estava pouco a pouco a tornar-me adulto e a deixar a adolescência para trás!
Pensava eu que o mundo dos adultos era fácil, enganei-me! Pensava eu que todas as incertezas ficariam para trás, enganei-me também… Afinal ser adulto piorou as coisas!
E até hoje posso dizer que certas etapas da minha vida não foram nada fáceis de ultrapassar…por isso não me importava de voltar a ser criança de novo!


Relembro agora…


Há quase três anos, o falecimento do meu sobrinho, nosso sobrinho, fez-me ter a certeza que afinal somos um ser tão frágil e que num instante tudo acaba, tudo desaparece, assim como ele que partiu cedo demais! Ainda hoje a mágoa de o perder é visível no olhar distante da avó, dos tios…ainda hoje relembro e relembrarei! É tão injusto viver…
Mas relembro também a alegria de poder ser padrinho de uma linda menina, a minha sobrinha mais nova, motivo de orgulho para mim… Sorrio pelos meus outros sobrinhos, chatos, crianças, mas sem dúvida a alegria e o desassossego desta casa!
Do resto, são poucos os momentos a relembrar…


Desde que comecei a trabalhar até hoje, decorreram 10 anos! Neste tempo que passou, chorei bastante, sofri, também sorri, travei guerras, venci, perdi, mas no fim sou um felizardo, pois ainda estou aqui!


Hoje em dia vivo com a minha mãe, e as manas continuam por perto, as verdadeiras mulheres da minha vida. São por elas, que devo hoje a minha existência, é no amor que tenho por elas que busco imensa força para seguir em frente! Sobretudo a minha mãe, aquele ser magnífico que lutou para poder criar os filhos sozinha após a morte do meu pai, a mãe que não desistiu de mim, para poder me ver nascer e dar todo este amor, que tento retribuir da melhor maneira! Aquela mãe sobre a qual deixei aqui a minha homenagem em três partes de uma história…


…a minha mãe…


          A verdadeira Mãe coragem! Que eu amo e amarei de coração!


Gaybriel


 

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