Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Café em Grão

Café curto #9

por Carlos, em 24.09.16

Existem histórias que terminam bem, outras terminam mal, outras não precisam de ser terminadas e ainda existem as que funcionam como um livro aberto...longe de percebermos o que nos espera!

Carlos

Consegues ouvir-me?

por Carlos, em 20.09.16

fundo do poço.jpg 

O relógio marcava precisamente as 23h30 de uma noite que ameaçava já com o frio do Outono.
- Vamos dormir? – Perguntou Artur, num leve tom, tentando convencer João que já era tarde e precisava de descansar.
- Ainda é tão cedo! Vai tu…
Artur nem pestanejou, levantou-se imediatamente do sofá e dirigiu-se para o quarto. Enquanto escovava os dentes, percebeu que João tinha mudado de ideias e que o seguiu, demonstrando que afinal já era tarde e tinham que dormir cedo, já que a rotina do dia-a-dia os obrigava a levantar cedo também.
Recolhidos no quarto, antes de adormecerem ainda houve tempo para uma breve conversa, um olhar sobre o dia que findava e os medos que pairavam no ar!
- Consegues ouvir-me? – Questionou Artur.
Mas João que até não queria vir para a cama, adormeceu bem antes de haver tempo para um beijo de despedida.
Absorvido pelos seus medos e dúvidas Artur viu-se perdido naquela cama, naquele quarto, onde apenas a luz de uma vela que vinha do outro quarto lhe fazia um pouco de companhia. O sono demorava a chegar, o coração batia acelerado e todo aquele cenário por momentos pareceu-lhe tão irreal!
As palavras “consegues ouvir-me” não lhe saiam da cabeça e ecoavam assustadoramente vendo-se de repente encurralado num poço onde por mais que gritasse por ajuda ninguém mais o ouvia.
Amanheceu e o telemóvel de João despertou. Estremunhado esticou o braço e desligou o alarme, depois virou-se para abraçar Artur e acorda-lo…
- Artur?
Mas Artur já não estava mais ali!
Consegues ouvir-me?

Carlos

9 anos...

por Carlos, em 18.09.16

amor-gay.jpg
Hoje foi um dia especial, sem grandes alaridos, tinha que ficar marcada de alguma forma e para isso nada melhor que um programa a dois!
Aproveitamos o facto de estarmos de folga e fomos ao cinema, faz algum tempo que não víamos um bom filme. “Nem Respires”, foi a escolha, um thriller que arrepiou, mas que não surpreendeu. Tenho saudades de um filme de terror que me prenda do início ao fim!
Pois é… já passaram 9 anos que eu e o meu menino trocamos o 1º beijo, o 1º abraço.
Lembro-me tão bem daquela noite, meio a medo, acabamos por marcar um cafezinho naquele café onde todos os fins-de-semana continuamos a frequentar e a tomar em conjunto o nosso pequeno-almoço. Envergonhados, sem saber bem o que dizer, faltavam-nos as palavras, já as havíamos dito ao telefone.
Ano após ano fomos construindo o nosso amor, conquistamos tantos objectivos os dois e quantos mais esperam para ser conquistados?
Já passamos por muito é verdade, nem sempre ganhamos, nem sempre perdemos, mas crescemos!
Que venha agora mais um ano, não peço mais senão um ano repleto de amor que ajude a dissipar as dúvidas que possam existir! Um ano que nos ajude a ver com maior clareza o que é bom e mau e o que queremos manter ou não na nossa caminhada! Só assim teremos mais um ano com saldo positivo para enfrentar todos os outros que espero, venham por aí!
Porque todo o amor só resultará se estivermos lado a lado dispostos a dar a mão e ajudarmo-nos mutuamente.
E eu preciso tanto de ti…

Carlos

 

Secret Story

por Carlos, em 16.09.16

secretStory6.png

 Para quem como eu, amante de reality shows, é de admirar ainda não ter cá vindo falar do Secret Story 6 que estreou no passado domingo! Adoro este tipo de programas, que nada nos acrescentam, mas que de certa forma me fazem esquecer os problemas do dia-a-dia e a rotina.
Para uma gala de estreia, estava à espera de mais, no final fiquei com aquela sensação de mais do mesmo, estão a ver?! Mas também verdade seja dita, já não há muito por onde inventar.
Agora é rir-me diariamente com aqueles personagens que tanto almejam a fama e encontram neste tipo de programas a forma mais fácil, mas efémera, de a atingir! Raros são os que ficam, os que marcam, mas todos sabem, que ficam com a imagem para sempre marcada e o estigma continuará a existir na sociedade daí que depois não encontrem trabalho com a facilidade que pretendem.
Neste rol de concorrentes, ainda não tenho preferidos nem preteridos, ainda agora começou e já vemos cada um deles de unhas e dentes a confrontarem-se. Bem cedo isto vai dar guerra.
Sei perfeitamente que os próximos meses terei os serões de domingo ocupados, muito embora comece a detestar os trocadilhos da apresentadora, esta continua a ser uma boa anfitriã na apresentação de programas deste género.
E vocês apreciam?

Carlos

O Outono...

por Carlos, em 15.09.16

ng4738427.jpg

Adoro o Outono e talvez por não gostar destes dias de transição, em que chove e ainda está calor, resolvi adiantar-me à data de início do próximo equinócio e fiz umas ligeiras alterações aqui no meu cantinho!
É verdade que gosto do calor, das férias, da praia, da piscina, mas as primeiras chuvas de Outono que trazem com ela a paisagem pintada nos mais diferentes tons de castanho tem um efeito entusiasmante em mim! Eu sei, reconheço, não sou normal…
Este ano, mais do que nunca aguardo impacientemente as primeiras chuvadas de um Outono bem vincado, talvez com a ajuda de um vento forte de leste, leve para bem longe todas as dúvidas que ultimamente me tem acompanhado. Confesso-me farto de hoje estar bem, amanhã estar mais ao menos, porque ontem estava bem mal! Chega…
Às vezes posso não conseguir perceber o que realmente quero, mas sei perfeitamente o que não quero. E neste momento não quero mais a saudade, as lágrimas, a tristeza, sentimentos negativos que quero afastar para bem longe de mim!
Sei que o Outono jamais me fará esquecer, também não peço isso, mas pelo menos que não me deixe mais olhar para trás! Já passou, o ontem já é passado. O que interessa agora é mesmo o presente e o futuro.
Ainda falta, eu sei, mas sê bem-vindo Outono.

Carlos

Dá-me a mão...

por Carlos, em 14.09.16

i-found-the-silence-4__880.jpg

Caminhei contigo de mãos dadas meses a fio num passado bem distante.
Juntos percorremos as ruas e avenidas de uma vida limitada pelo abismo que tantas vezes acreditei ter sido o meu destino. Tantas vezes te mandei embora, te injuriei, te reclamei, mas tu ficaste ali fazendo-me sentir cada vez pior. Na altura não precisava de ti, causavas-me dor, mágoa, revolta. Deitava-me contigo, levantava-me e tu sempre ali…
Triste foi esse passado contigo a meu lado!
E hoje?
Hoje que já não existes mais, imploro por ti, pela tua presença.
Não, não preciso de ti o tempo inteiro, apenas o suficiente para me recompor, para me reencontrar, para chorar, para perceber que ainda faz sentido!
Preciso de ti, para poder sentir a falta, sentir saudade, para colocar tudo no devido lugar, como estava, como nunca devia ter sido mexido.
Dá-me a mão e leva-me de novo contigo, por aí, faz-me entender, separar as coisas.
Lembra-me do homem que sou, que já não tenho idade, cuida de mim e não me deixes cair de vez no abismo que tantas vezes julguei ser a única saída.
Porque ainda quero acreditar!
Dá-me a mão, devolve-me o espaço e o tempo, deixa que me encontre de novo.
Não por muito tempo, volta e dá-me a mão solidão!

Carlos  

Velho amigo...

por Carlos, em 10.09.16

13398800_1736877493249367_97445750_n.jpg

 

É um velho amigo, verdadeiro, escuta os meus sorrisos, as minhas dúvidas, as minhas lágrimas!
E como todos os amigos verdadeiros, também este eu quero guardar para sempre!
Ele não é físico, mas está sempre lá!
Não me fala directamente, mas acalma-me!
Não me pergunta nada, mas eu respondo como se me perguntasse!
Não me procura, mas eu sei onde encontra-lo!
Ele simplesmente não existe como os demais amigos, mas eu ouço-o sempre!
Sempre que preciso de chorar, de rir, de gritar, de pensar!
Ele é...
Um velho amigo, um velho cd, que toca vezes sem conta no leitor do carro!
Gravado do original, pois existem coisas demasiado valiosas, consegue acalmar em mim todas as emoções.
Se choro ele acalma-me, se estou feliz ele alerta-me, se estou triste ele mostra-me que ainda tenho motivos para sorrir!
Ai quantas vezes este cd toca para mim?!
E quantas vezes mais, irá ele tocar?

Carlos

Mendigar...

por Carlos, em 08.09.16

47759_493139520729639_283431862_n.jpg

 Antes de escrever sobre Mendigar, convém pesquisar no dicionário da língua Portuguesa o significado da palavra e o que encontrei foi o seguinte:

1. pedir esmola
2. pedir, suplicar: mendigar um sorriso

Ora, pedir esmola, sim é uma forma de mendigar, infelizmente cada vez mais uma realidade nos nossos dias devido aos efeitos da crise!
Mas…este meu texto vai prosseguir utilizando o segundo significado, quantas vezes não ficamos parados a mendigar por um pouco mais?!
Devo em primeiro lugar, reconhecer que nem todos somos iguais e que cada um oferece o que quer e pode enquanto ser humano, não podemos obrigar ninguém a moldar-se ao que nós próprios esperamos delas.
No entanto entristece-me perceber que ainda existam pessoas que conseguem usar uma frieza enorme (mascarada ou não!) na forma como tratam os outros, deixando-os a mendigar diariamente por um pouco mais de atenção, de carinho, de afeto.
Ora, quantas vezes mendiguei eu no meu passado? Bem, na altura chegou a roçar a humilhação… Grande lição consegui eu tirar daquele triste episódio que se alongou no tempo! Felizmente num tempo que ficou bem lá trás!
Hoje em dia, apesar de ter aprendido a lição, reconheço que já mendiguei um pouco, até porque é preciso às vezes perceber o que se passa do outro lado da cortina, mas quando nos apercebemos que tal abstenção de afetos faz parte de uma personalidade forte e vincada, o melhor mesmo é recuar e deixar que a vida se encarregue de lhes mostrar que o mundo não gira apenas em volta deles e que muitos dos sorrisos que receberam escondiam uma sede desenfreada de um pouco mais de atenção, carinho, preocupação!
Um dia chamei alguém à atenção, parecia que só ela estava triste, só ela precisava de atenção, a resposta imediata que obtive foi que os amigos não cobram! Pois não… Esqueci-me foi de esclarecer que na amizade realmente não pode haver lugar para a cobrança, a amizade pura e simplesmente retribui-se!
A sociedade caminha num sentido em que apenas o próprio umbigo interessa, mas ainda acredito que valores mais altos se levantam e ainda existam pessoas que sabem receber, mas também dar quando é preciso!

Carlos

 

O carrocel das emoções

por Carlos, em 06.09.16

carrosel.jpg

 Estava lá atrás, na memória, parado no tempo, a uma distância cada vez maior, longe de mim, já esquecido!
Relembrá-lo eu sabia, faria desfilar as mais tristes recordações, por isso mesmo havia apagado a luz para sempre, não queria vê-lo envelhecer, queria sim, que desaparecesse, mas eu sabia, faria parte de mim, jamais o poderia fazer desaparecer, fez-me sofrer, mas ajudou-me a crescer! Deixei-o lá trás…àquele velho carrocel!
Os anos passaram, momentos houve em que o esqueci, outros momentos fizeram questão de o trazer à memória, agora nunca pensei que…
Nunca pensei que ousassem acender a luz!
Acenderam a luz e quando me apercebi, o passar do tempo não causou estragos no carrocel, pior, colocaram-no a trabalhar sem pedir licença e a melodia mexeu de novo comigo e fez com que percebesse imediatamente que os anos passados em nada me modificaram e dei por mim a cantar a mesma canção sem nunca me perder na entoação que aprendera!
E ele voltou a girar, voltou a tocar!
E eu fiquei parado a observar, por momentos esqueci o passado, quis viver o presente e deixei-me embalar novamente neste carrocel de emoções!
Tantos anos depois, entrei e sentei-me, afinal fazia parte de mim, tinha que viver isto novamente!
Alheei-me do mundo em volta, que prosseguia normalmente, para poder viver todas as emoções que estava a sentir, mesmo sabendo que não iria longe, que as voltas no carrocel teriam um prazo! Mas enquanto não terminasse, quis viver ao máximo e deixei-me levar, entregando-me à loucura do momento.
Alimentei a ilusão de um sonho bom!
Até que…
Apagaram a luz, às escuras ainda me deixei levar pelas voltas extenuantes das emoções, mas eis que o próprio carrocel se desliga de repente e atira-me ao chão, sem dó nem piedade.
Fiquei ali, sozinho, na mais completa escuridão, perdido, ferido de morte no orgulho e na alma e envergonhado por me ter deixado levar novamente pelo carrocel das emoções!

Carlos
(Num passado distante...)

Voltar atrás...

por Carlos, em 04.09.16

14233026_10206724671227860_1764113128289661892_n.j
Eu quero voltar, atrás no tempo, não muito longe, mas não tão perto quanto isso!
O tempo voa e num instante as horas fizeram dos dias semanas e estas desenharam dois
meses com uma rapidez que nem eu me dei conta.
Eu quero voltar ao ponto de partida, quero ser eu a jogar as cartas, a gerir as instruções do jogo que à partida ficou viciado. Quero voltar ao início e fazer tudo diferente!
Posso? Se fechar os olhos será que me concedem o dom de tudo apagar, tudo mudar?
Eu sei, o ontem é já passado e com ele terei de viver e aprender, tirar como lição que não se consegue controlar tudo à nossa volta e quando menos esperamos os alicerces abanam e agora…
Agora só o tempo ajudará a arrumar a casa!

Carlos
(Voltarei em forma, para vos ler, fazer as entrevistas e partilhar convosco o que me vai no coração e na alma!)

Diferenças...

por Carlos, em 27.08.16

14102320_10206661557210049_3030758391441554443_n (

Existirão diferenças capazes de impedir uma amizade entre duas pessoas que se gostam?
Fala-se muito na divisão entre os ricos e os pobres, os católicos das restantes religiões, o sábio e o menos inteligente e outras mais! Mas serão estas diferenças sociais impedimento para que as pessoas se gostem, se unam numa relação de afectos?
A meu ver não há diferença social alguma capaz de impedir uma relação entre duas pessoas, quer seja de amizade, amor ou paixão! Existe sim algo mais grave do que isso para afastar as pessoas, criar desapego, dor, desilusão, algo que a existir cria para sempre desconfiança…a mentira!
Comigo a mentira não resulta e dificilmente obtém o meu perdão, pois para quem gosta, para quem ama de verdade, a mentira cria desilusão. E depois de desiludido com alguém, nunca mais as coisas voltarão a ser como eram.
Como em tudo, aprendi a não criar muitas expectativas, a não esperar muito das pessoas, pois a desilusão acaba quase sempre por aparecer e quem se magoa sou eu!
Mas às vezes não temos o devido cuidado e … acabamos por sofrer novamente!

Carlos

Café curto #8

por Carlos, em 25.08.16

Talvez nos custe admitir, mas a linha que separa a vida da morte é muito ténue. 
Não pensamos muito nisso e continuamos a viver como se tivessemos todo o tempo do mundo para sermos felizes, para cumprirmos os nossos sonhos, para alcançar os nossos objectivos. Mas não temos...
Do que me fui lembrar? Mas é a verdade... Quantos não se deitaram a pensar nos sonhos que ainda queriam cumprir, quando de madrugada um sismo os matou para sempre?
Não somos nada, nada mesmo, mas se nos deram esta oportunidade de viver, sonhar e amar, porque não aproveitarmos ao máximo esta nossa estadia na terra?

Carlos

A música Portuguesa...

por Carlos, em 23.08.16

Será impressão minha ou muitos dos bloguistas encontram-se de férias?
Nestas férias aproveitei para ouvir música, muita música, quer em casa, quer na piscina!
Estamos numa fase que até se vai fazendo boa música, daquela que nos puxa para as pistas de dança. No entanto constatei que em Portugal a música está a subir de qualidade e estes grupos / intérpretes novos que vão surgindo, dão uma lufada de ar fresco no panorama musical do nosso país.
Alguém já ouviu a Luciana Abreu num dueto com Daniel Santacruz? Ouçam então…
Diogo Piçarra, Agir, os D.A.M.A, trazem-nos boa música, um sinal que não só de pimba se veste a música portuguesa. E os ATOA? Já ouviram falar deles? Deixei-os para o fim, pois adoro uma das músicas que eles cantam e que muito me tem encantado…
“Um pouco de sol”…ora ouçam!

Carlos

 

O voo da amizade...

por Carlos, em 22.08.16

imgpsh_fullsize.jpg
(
Foto com direitos de autor)

 

Avistei-te de longe, usando eu como capa defensora dos meus afectos o desdém! Aproximaste-te e pus-me a observar-te! Ouvi-te atenciosamente… Admirei toda essa auto-estima e todos esses voos pela vida que dizias fazer!
Abri mão dos meus princípios e no mesmo local procurei ouvir-te mais vezes, talvez em busca do bem que me fazias, da paz que me transmitias.
Aos poucos a capa defensora que me vestia foi caindo e deixei as emoções falarem por mim…
Foram horas e horas de conversa, onde tentei sempre esconder o bem que me estavas a fazer mesmo sentindo o mal que tudo isto podia provocar, mais tarde ou mais cedo teria de haver um Adeus. Mas não seria para já repetimos imensas vezes.
Contrariando os teus princípios, quiseste sempre passar a imagem de alguém que na verdade não eras e aos poucos deixaste também cair a máscara que usavas para te proteger das amarguras da vida e deixaste trasparecer que todos os teus voos estavam revestidos de mágoa e dor, que foste ferido vezes sem conta no teu orgulho, no teu ser, na tua alma.
E assim que me apercebi, as tuas lágrimas caíam vertiginosamente, aí dei-me então conta que te sentias incapaz de retomar o voo da tua vida…
Choraste muitas vezes pelo teu passado.
Chorei eu também sem nunca me ouvires e com isso nunca perceberás os meus motivos.
Como é possível? Um ser incrível que me conseguiu cativar de uma forma tão arrebatadora, como é que não conseguia voltar a levantar voo?
Quis muitas vezes que realmente ficasses e não voltasses a voar… egoísmo meu!
Julguei-me por momentos muito importante para ti, e era, mas não tão importante que te pudesse dizer para ficares.
Juntei então todas as forças possíveis e decidi libertar estas amarras que me estavam a prender a ti e a toda esta história, dei-te todo o apoio, a força e penso também o alento para voares novamente. Um ser especial não pode viver preso a um passado de dor.
Voa, tens de voar, ainda hás-de cair vezes sem conta, mas só assim aprenderás a lidar com todas as batalhas que te surgirão no teu voo pela vida.
Voa mas lembra-te que em tempos tiveste um amigo para te ouvir e aconselhar, o mesmo amigo que vai estar sempre aqui para te dar aquele empurrão para voltares a voar sempre que ousares pensar desistir.
Vou sentir saudades, mas quem sou eu para te impedir de voares, de seguires os teus sonhos
E depois, depois se tens asas, usa-as e mostra-me que és capaz de lá chegares e seres feliz!
E foi assim que te vi voar pela primeira vez...
Gosto muito de ti e sei que voltarás, pois quem gosta de verdade volta sempre nem que seja para um novo abraço.


O amigo,
Carlos
(Ficção)

 

Final das férias...

por Carlos, em 20.08.16

 

 

14012812_10206615188570862_1527299592_o.jpg14055614_10206615188770867_1924206631_n.jpg

14074570_10206615188690865_1891889057_o.jpg14074454_10206615188650864_1358860292_o.jpg

Oficialmente ontem foi o nosso último dia de férias.
O regresso ao trabalho acontece já na próxima segunda-feira.
Na minha cabeça, uma pergunta apenas.
Estive mesmo de férias?
É que as noites continuaram compridas demais e o sono muito curto para tantas horas de escuridão.
E fugir da rotina?
Sim fugimos, o facto de não estarmos no emprego já por si só é fugir da rotina!
No entanto habituados a fazer férias fora, este ano termos que dormir todos os dias em casa senti que a rotina não ficou tão alterada assim.
E a diversão?
Bem, um dia nas piscinas de Esposende, outro dia no aquaparque de Amarante e ainda  uma visita a Viana do Castelo em plena festa da Nossa Senhora da Agonia. De resto apenas os passeios ao anoitecer à beira mar!
Férias? Sim, senti que foram férias no sentido que passei duas semanas com o meu menino… e de nada mais vou sentir saudades senão da companhia constante dele.
Olá rotina, estou a chegar!

Carlos

 

Férias

por Carlos, em 10.08.16

Já me encontro em modo férias desde sexta-feira. Hoje decidimos vir até Esposende pôr o bronze em dia! Estarei ausente estas duas semanas, aproveitar para relaxar, reencontrar-me e sobretudo arrumar esta cabeça para que o regresso ao trabalho seja em grande. Boas férias para quem estiver a goza-las e bom trabalho para quem as férias ainda não chegaram. Carlos

A cor da felicidade...

por Carlos, em 09.08.16

space_rainbow_desktop_background_pictures.jpg

Achei engraçado o desafio que foi colocado a algumas figuras públicas na revista Cristina, qual a cor da felicidade?
Pois bem, resolvi pegar na questão e coloca-la a mim mesmo!
Então pensei seriamente no assunto e não cheguei a conclusão alguma! E porquê?
Porque para mim a felicidade tem todas as cores…
Senão vejamos, quantas vezes não me sinto eu feliz com o Outono, aqueles dias de chuva que convidam ao conforto do lar, chazinho na mão e uma boa companhia?! Outono para mim tem a cor castanha!
Quantas vezes não me sinto feliz na companhia dos meus, dos que me amam, dos que eu amo de coração? Para mim o amor tem o vermelho como cor!
Ao lado dos meus amigos, a sorrir, a brindar, a conversar, não são momentos felizes? A amizade tem a cor amarela, por isso a felicidade também é amarela.
A felicidade que senti com a vitória da nossa selecção? Que cor lhe poderia dar senão as da nossa bandeira nacional?
A felicidade que sinto ao ouvir alguém dizer, gosto de ti? E um abraço sincero, quanta felicidade nos trás? Momentos felizes coloridos com todas as cores do mundo!
Para mim a felicidade tem todas as cores, nos vários momentos em que a vivemos e é tão bom ser feliz!

Carlos

Meio século...

por Carlos, em 08.08.16

bolo-bodas-de-ouro2.jpg

Meio século…cheio de tudo, porque contigo é sempre tudo e nunca nada!
Faz muitos anos, escrevi, partilhei, assumi o quanto gostava da minha família e o quanto é grande o meu amor pela minha mãe, pelas minhas irmãs e sobrinhos, não é à toa que considero as primeiras, como as mulheres da minha vida! A elas devo o homem em que me tornei, com os valores que me incutiram aprendi a olhar e a respeitar o mundo, pois só assim poderia obter o retorno! E se hoje sou feliz…a elas muito o devo, por me terem sempre dado o alento para voar e cumprir com todos os sonhos! E tanto mais ainda tenho por cumprir!
Hoje é um dia especial, todos os anos o é, mas hoje tem uma razão que o torna ainda mais soberbo, fazes meio século de vida! Como disse acima, meio século cheio de tudo! Tomara muitos, cumprirem 50 anos de vida com tanta bagagem, tanta aprendizagem, tanto ensinamento e tantas batalhas vencidas. Sempre nos ensinaste que não há nenhum “filho da p…” melhor do que nós e tu enfrentaste-os a todos e mostraste-nos como se dá a volta, como se vence e como se continua a sorrir à vida. E que sorriso! Que orgulho mana!
Estiveste, desde que nasci, sempre aqui, ao lado para dares o bom conselho, em silêncio compreendeste-me, deste-me a mão e ficaste a ver-me enfrentar todos os meus medos e sei que nunca te desiludi, pois amor é e será sempre, como vocês próprias me ensinaram, aceitar!
Continuo a alimentar-me do teu exemplo para enfrentar o dia de amanhã…
Mana, obrigado pelo enorme prazer que tem sido partilhar contigo estes meus 36 anos de vida.
Mana muitos parabéns pelo teu meio século de vida, se sentires o peso que dizem ser da idade, desconfia, é o teu imenso coração que continua cheio de amor para dar.
Amo-te…

Carlos

Um adeus...

por Carlos, em 07.08.16

transferir.jpg

 Às vezes é preciso, é urgente dizer adeus.

Colocar um ponto final, sem mudar de linha, virar a página!
Adeus ao que nos faz mal, adeus ao que não nos satisfaz, adeus para sempre!
Mesmo que custe, mesmo que doa, mesmo que não percebamos, mesmo que afecte toda a nossa estrutura emocional, dizer adeus faz falta!
E eu vou dizer adeus, mas talvez não seja já hoje, amanhã provavelmente!
Será adeus ao pouco que construímos, adeus ao que de bom vivemos, adeus à ilusão, adeus à mentira, será um adeus…sabes, um adeus para sempre!
Decididamente…adeus.

Carlos

Ansiedade...

por Carlos, em 06.08.16

A minha pior inimiga, a ansiedade!
Confundo-a com tantos outros sentimentos, mas no fundo resume-se apenas a isso, uma ansiedade generalizada que torna as minhas noites compridas nas horas e escassas no sono.
Esta sensação de aperto no peito, por vezes parecem picadas, como se de algo estivesse para explodir, limita-me a noção da realidade, do bem, do mal, do bom e do mau!
E dói...e dói...e dói!
Estarei a confundir!
Ela vai e vem, vezes sem conta.
Voltou novamente e uma vez mais não estou a conseguir lidar com ela da melhor forma!
Culpa minha, não sei!
Já cantava António Variações “não consigo controlar este estado de ansiedade”!

Carlos